(F)EMPOWERMENT

É hora de apoiar e empoderar mulheres nas Américas do Sul & Central

 
INTRODUÇÃO

Se a sua marca não se comunica direito com mulheres, sua marca perde.

Você perde a atenção e a confiança das mulheres e desperdiça o incrível poder de compra delas.

Nos últimos meses (OK, anos), muitas marcas da América do Sul e da América Central causaram controvérsias e atraíram atenção do jeito errado, com campanhas sexistas que levantaram várias críticas nas redes sociais e em grupos de discussão.

Por muito tempo, países destas regiões – e indústrias de todos os tipos – foram responsáveis por utilizar estereótipos de gênero datados, ou por objetificar mulheres para vender produtos e serviços.

 

Em Março de 2015, a marca de esmaltes Risqué lançou "Homens Que Amamos", uma linha de produtos com nomes de atitudes de homens que deveriam causar orgulho, frases supostamente românticas, como “João disse eu te amo”, “Fê mandou mensagem”, “André fez o jantar”. Petisco, o blog da brasileira Julia Petit, disse: “O que faz uma mulher feliz não é um homem que pensa que fazer o jantar é exceção, mas sim entender que esta é a tarefa dele, assim como a tarefa dela também”.

 

Uma peça publicitária distribuída pela companhia de energia colombiana Codensa em Março de 2015 irritou seus clientes nas redes sociais. Na mensagem, veiculada em um flyer inserido em algumas contas, havia a frase: “Eu tenho que perguntar pro meu marido o que ‘fundos insuficientes’ significa”, e junto vinha uma imagem de uma mulher fazendo compras. Depois de toda a controvérsia, a empresa removeu os anúncios.

 

Em Março de 2014, depois de muitas reclamações de usuários do metrô, o Governo de Porto Rico pediu que a marca de chicletes Dentyne removesse todos os seus anúncios dos vagões. O anúncio era ilustrado com um homem sentado e dizia: “Não ceda seu assento. Ofereça seu colo. Dentyne ICE: Pronto pra qualquer ocasião”.

 

Claro que, quando falamos de América Latina, a publicidade de cerveja ainda é a mais ofensiva.

Em Fevereiro de 2015, a marca de cervejas brasileira Skol lançou uma campanha de publicidade para o Carnaval, com frases que mencionavam “perda de controle”, do tipo “Eu disse sim antes de saber qual era a pergunta”, e “Eu deixei o ‘não’ em casa”. Depois da crítica nas redes sociais e na mídia, a Skol removeu os anúncios.

A cerveja Conti fez um post sexista em sua página de Facebook, que dizia “tenho medo de ir no bar pedir uma rodada e o garçom trazer minha ex”, o que acabou por gerar um pedido de suspensão e uma advertência à agência responsável pela campanha.

Mas mulheres destas regiões estão cada vez mais empoderadas...

... enquanto consumidoras, estudantes, políticas, empreendedoras e mais.

No Brasil, as mulheres ganham R$ 1,1 trilhão por ano e são responsáveis por 85% das decisões de compra.
(Data Popular, Setembro de 2014)

No México, mais mulheres do que homens estão se formando na universidade.  A Asociación Nacional de Universidades e Instituciones de Educación Superior (ANUIES) mostra que as matrículas de mulheres nos programas de graduação chegam a 50,4%, enquanto que nas especializações as mulheres somam 51%.

A participação de mulheres no mercado de trabalho da América Latina e no Caribe teve o maior aumento de todas as regiões do mundo – passou de 40%, em 1990, para 54%, em 2013.
(ONU, Abril de 2015)

Estas mudanças socioeconômicas ainda irão se refletir no marketing que atinge as mulheres.

Enquanto isso, vai aumentando a distância entre a realidade da mulher moderna (ou pelo menos a realidade desejada) e como esta mulher é retratada pelo marketing na América Latina.

Isto não tem a ver apenas com ser “politicamente correto” mas com se comunicar de forma eficaz com uma imensa porção da sua base de clientes. As mulheres não são um nicho de mercado – se a sua marca não está falando com elas do jeito certo, você está perdendo dinheiro.

É mais do que ser ruim para os negócios (está cientificamente provado que sexo não vende!): mensagens misóginas propagadas por marqueteiros contribuem para uma sociedade mais desigual e perigosa para as mulheres. Isto propaga uma cultura que impacta o número de estupros, assassinatos e violência doméstica – o Brasil, por exemplo, tem um caso de estupro a cada 10 minutos (Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2014).

Quando as marcas veiculam mensagens datadas, o mal é muito maior do que apenas ferir sentimentos.

65% das mulheres no Brasil não se identificam com a publicidade e com a forma como elas são representadas em campanhas.

Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, Agosto de 2013

"Quando uma propaganda hipersexualizada de cerveja objetifica uma mulher de forma tão agressiva, ela está dizendo para as pessoas por todo o país que uma mulher é um objeto. E um objeto tem um dono. Ele é o dono. E como dono do objeto ele pode fazer o que quiser com ele. Você pode até jogar fora, ou quebrar aquele objeto.”

Maria Guimarães, cocriadora da Cerveja Feminista
Na América Latina, as mulheres estão lutando por igualdade na vida pública e privada. As marcas que não apenas evitam estereótipos nocivos ou objetificação, mas realmente apoiam as causas femininas, comunicando-se melhor com as mulheres modernas, serão amadas.

Já dissemos que espera-se que as marcas regionais agora façam parte da questão social, que lutem as mesmas lutas que as pessoas, enquanto grupos ou indivíduos. A luta por igualdade de gêneros é uma destas questões (na América do Sul e na América Central e, logicamente, em todo lugar do mundo).

Cada vez mais, se uma marca não é parte da solução, será vista como parte do problema. É hora de romper com os estereótipos de gênero, de se comunicar com as mulheres da forma como elas merecem, e de empoderá-las para que elas vivam a vida que desejam.

POR QUE AGORA

1. Irmandade Internacional

A população digitalmente interligada está compartilhando histórias de repressão e (F)EMPOWERMENT da Índia ao Irã.

As mulheres do mundo enfrentam desafios diferentes em cada região. Mas estas mulheres compartilham de uma paixão por mudança, e inspiram umas às outras além das fronteiras.

Em Junho de 2015, a campanha “Ni Una Menos” alcançou 110 cidades na Argentina, no Chile, no Uruguai e no México, levando as pessoas às ruas para protestar contra o feminicídio. No México, #NoAcosoCallejero (“sem assédio nas ruas”) tomou as redes sociais e as ruas. Em Porto Rico, após um oficial de polícia ter criticado mulheres que andam sozinhas à noite, foi criada no twitter a hashtag #andandolacallesola, convidando mulheres a enviar fotos dos lugares por onde passam. O objetivo era gerar uma reflexão de como as mulheres rotineiramente mudam de caminho por causa do medo de assédio.

Além disso, as mulheres estão se juntando para discutir todos os assuntos acerca do sexismo. Em Janeiro de 2015, o documentário da campanha “Chega de Fiu Fiu” (contra o assédio às mulheres nas ruas) no Brasil teve sucesso na plataforma de crowdfunding Catarse. O país também viu, em Julho, a criação da livraria pública Cora Coralina, focada em assuntos femininos.

POR QUE AGORA

2. FEMPRENEURS e exemplos seguidos

As mulheres têm posições de poder cada vez mais altas.

A América Latina é líder em representação política feminina.

A região tem Cristina Kirchner na Argentina, Dilma Rousseff no Brazil, Michelle Bachelet no Chile. Nas ONGs, Relinda Sosa (do Peru) e Sandra Ramos (da Nicarágua). No mundo dos negócios, María Mercedes Cuéllar (presidente da Federación Latinoamericana de Bancos - Felaban), Paula Santili, VP Senior e Gerente Geral da PepsiCo Mexico, e Luiza Trajano, do Magazine Luiza.

As mulheres não precisam esperar que homens de negócios satisfaçam suas necessidades atuais. Elas podem começar seus próprios negócios. (Plataformas de crowdfunding como Catarse, Idea.Me ou Fondeadora fazem com que isto seja mais fácil do que nunca.)

Quer um exemplo das mulheres ganhando mais poder na América Latina? De acordo com a última pesquisa "Empreendedorismo e Gênero" do Ministério da Economia do Chile (Março de 2015), 38% dos microempreendedores no Chile são mulheres, e 40.8% delas são chefes de família.

POR QUE AGORA

3. Impotência institucional

Os consumidores não deixam mais que as empresas ditem como eles devem viver suas vidas.

As tradições e as regras sociais estão sendo desafiadas ou ignoradas em muitas sociedades. Os indivíduos estão formando suas próprias definições do que buscam para suas vidas. Entidades formais (governos, organizações) estão menos capazes de impor valores ou expectativas.

O sucesso e o status foram redefinidos em termos pessoais. Os consumidores estão menos abertos para que a mídia ou uma marca ditem quem são e como devem se comportar. De sua sexualidade até suas escolhas de carreira, não cabe aos outros decidir.

POR QUE AGORA

4. BRAND STANDS

Os consumidores apoiarão marcas que se posicionem sobre os assuntos que lhes interessam, como o sexismo

Nas Américas do Sul e Central, pense nos BRAND STANDS (posicionamentos de marca): as pessoas estão se sentindo empoderadas para fazer mudanças por si mesmas, e querem que as marcas deem um passo à frente e também se posicionem.

Em Março de 2015, o Festival de Cannes apresentou a categoria “The Lion For Change” para premiar ações que desafiem estereótipos de gênero. De 18 nomeações, 3 são da América Latina. No Brasil, está crescendo o interesse em repensar a forma como as mulheres são retratadas na publicidade. Em Agosto de 2015, a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em São Paulo lançou o curso "Publicidade e Mulheres: um novo jeito de fazer publicidade para mulher", para profissionais que queiram aprender mais sobre as expectativas das mulheres com a propaganda.

Anos atrás, o marketing usava fraquezas para vender produtos e serviços. Hoje, você deve oferecer empoderamento para atrair consumidores.

INOVAÇÕES DE DESTAQUE

CHAME A ATENÇÃO

Denuncie a opressão, destaque a desigualdade de gêneros

A percepção de que existe sexismo no Brasil é quase unânime entre jovens de 16 a 24 anos de idade – 96% dizem que há sexismo no país.

Avon/Instituto Patrícia Galvão, Dezembro de 2014
 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: CHAME A ATENÇÃO

Everlast

Marca esportiva chama a mãe de "stalkers" para repreendê-los

Em Novembro de 2014, a Everlast fez uma parceria com a ONG peruana Paremos El Acoso Callejero, observatório latino-americano contra assédio nas ruas, para a campanha “Sibale a tu Madre”. A marca esportiva contatou mães de homens que frequentemente fazem piadas de mau gosto com mulheres nas ruas. As mães estavam disfarçadas com roupas e perucas e foram levadas para andar perto de seus filhos, ouvindo com um fone dicas de Natália Málaga, treinadora da equipe peruana feminina de voleibol. Quando seus filhos diziam algo tentando chamar sua atenção, as mães gritavam, dizendo que eles não podiam fazer aquilo com mulheres.

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: CHAME A ATENÇÃO

Nunca Más a Mi Lado

Projeto usa literatura para denunciar a violência contra mulheres

Em Junho de 2015, o projeto literário colombiano “Nunca Más a mi Lado” foi criado na Argentina para registrar e denunciar de forma poética o abuso e a violência que as mulheres sofrem no país. O site tem cerca de 120 histórias reais, recebidas anonimamente e reescritas. Cada história expõe de forma profunda e literária, mas verdadeira, em relação aos fatos, abusos verbais, psicológicos e sexuais sofridos pelas personagens.

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: CHAME A ATENÇÃO

Carefree/Johnson & Johnson

Site da marca promove conversas para discutir as inseguranças das mulheres

Carefree, marca da Johnson & Johnson's, apresentou em Julho de 2015 a campanha digital chamada "Desabafo Entre Amigas", para promover discussões que façam com que as mulheres se sintam mais seguras consigo mesmas. Em 10 episódios no YouTube, garotas discutem sobre inseguranças no universo feminino, falando sobre padrões de beleza, autoestima, sexismo etc.

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: CHAME A ATENÇÃO

Ramona

Restaurante brasileiro chama a atenção para a questão da desigualdade salarial usando um cardápio com preços diferentes para homens e mulheres

Em Abril de 2015, o restaurante Ramona, em São Paulo, fez a ação (de um dia) chamada “Menu Injusto”, para chamar a atenção das pessoas sobre a diferença salarial entre homens e mulheres – no Brasil, mulheres ganham 30% menos do que homens, em média. No menu, o prato para homens custava 30% mais do que figurava no cardápio. Quem se aborrecia e chamava o gerente para explicações recebia do garçom um papel que explicava a ação.

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: CHAME A ATENÇÃO

Instituto Maria da Penha

ONG faz campanha interativa para denunciar a violência doméstica

Em Julho de 2015, a ONG Instituto Maria da Penha lançou “Marcas Escondidas”, uma campanha interativa no YouTube usando quadrados (como se fossem post-its) com mentiras para cobrir machucados, sinais de violência que as mulheres haviam sofrido. Depois, estes quadrados desapareciam e as marcas se tornavam visíveis.

1.200+ companies and agencies (small & big) love our Premium Service

INOVAÇÕES DE DESTAQUE

2. COMO FALAR COM MULHERES

Esqueça os estereótipos.

Ao retratar mulheres, a inteligência é a principal característica que as brasileiras gostariam de ver na publicidade (85,8%), seguida pela independência (72,3%).

Think Olga, Agosto de 2015

"Na publicidade mexicana, as mulheres têm sido mostradas como objetos (em campanhas de cerveja, usando biquínis) ou em seu papel doméstico (como donas de casa). Agora, elas estão começando a ser representadas em seus momentos com amigos, rindo de garotos, lutando por seus sonhos como indivíduos e não dentro de suas famílias é uma novidade. Inteligente e forte é o novo sexy.”

Abraham Espinosa, Planejador Estratégico Sênior na d expósito & Partners NYC, e blogueiro do urbanstalkers.com

Trendspotter - tw:in

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: COMO FALAR COM MULHERES

Las Cachás Grandes

Restaurante oferece conforto para mulheres amamentarem seus bebês

Para oferecer conforto a mulheres que precisem amamentar seus filhos, em Agosto de 2015 o restaurante Las Cachás Grandes, no Chile, colocou um anúncio na frente do restaurante, que dizia: “se você quiser amamentar seu bebê, não precisa pedir permissão. Peça um chá grátis, se quiser. Não precisa comprar nada.”

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: COMO FALAR COM MULHERES

Budweiser

Em vez de mulheres de biquíni, marca de cerveja chama lutadora da UFC para publicidade no Brasil

Em Julho de 2015, a Budweiser escolheu Ronda Rousey como o rosto da marca no Brasil, e também começou a patrociná-la. A maior atleta do UFC estrela uma campanha de TV para a marca com uma mensagem inspiradora de resiliência, força e coragem para vencer, provando que uma mulher pode estar em um anúncio de cerveja sem ser objetificada.

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: COMO FALAR COM MULHERES

Chirimbote

Editora chilena lança livros “antiprincesas”

Em Agosto de 2015, a editora chilena Chirimbote lançou "Antiprincesas", uma coleção de livros infantis. Cada livro mostra uma mulher latino-americana como protagonista (como Frida Kahlo, Violeta Parra e Juana Azurduy), com o objetivo de quebrar velhos estereótipos de gênero nas primeiras leituras de meninas.

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: COMO FALAR COM MULHERES

Avon

Marca cria site e campanha sobre o empoderamento feminino

Em Julho de 2015, Avon lançou “Beleza Que Faz Sentido”, uma campanha e um site que reúnem conteúdo sobre empoderamento feminino, como uma lista de palavras relacionadas ao assunto, artigos, vídeos e dados sobre o processo de igualdade de gênero. E em Março de 2015, a Avon criou a Linha 180, uma linha de maquiagem com produtos vazios, com o mesmo nome do número da Central de Atendimento à Mulher. As embalagens estavam vazias para mostrar que a violência não pode ser maquiada. A linha não estava à venda, mas foi criada para a campanha. A marca também criou uma revista, como a tradicional da Avon, mas com produtos informando cada tipo de violência doméstica e como a lei protege as vítimas e pune os agressores. A revista foi distribuída por representantes Avon, mulheres em quem as consumidoras confiam e que têm acesso às suas casas, lugares em que às vezes nem a polícia pode entrar.

"Sou consumidora da Avon desde pequena, e esse tipo de campanha me estimula ainda mais a comprar dessa marca, por mostrar que entende o ambiente em que está inserida. O oposto também vale: a campanha sexista da marca de esmaltes Risqué me faz querer boicotar a empresa, pois eu não quero comprar de uma marca que não entende a realidade de sua consumidora!"

Nayara Moia, gerente de marketing da Acaju do Brasil

Trendspotter - tw:in

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: COMO FALAR COM MULHERES

Sephora

Campanha da marca mostra que mulheres não usam cosméticos para satisfazer homens

Em Setembro de 2015, a Sephora do Brasil lançou uma campanha para promover uma coleção do batons, com 83 opções de cores. A chocante mensagem diz “Mulheres se arrumam para agradar os homens”. Abaixo, está escrito: “Você acha que eu tenho 83 batons para agradar quem não sabe a diferença entre bordô e vinho?”.

INOVAÇÕES DE DESTAQUE

3. MÃO NA MASSA

Mulheres modernas exigem produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades e seus gostos, modernos como elas.

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: MÃO NA MASSA

M'Ana - Mulher Conserta para Mulher

Empresa de reparos domésticos se dedica a serviços para mulheres

Em Agosto de 2015, após sofrer assédio de um homem fazendo serviços em sua casa, Ana Luisa Correard criou a M'Ana, uma empresa de reparos domésticos dedicada a serviços para mulheres. Ela e sua parceira fazem todos os tipos de reparo, de pintura de paredes até a parte elétrica.

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: MÃO NA MASSA

Cerveja Feminista

Bebida desperta discussões sobre o machismo na publicidade de cerveja

Em Março de 2015, um grupo de publicitárias brasileiras lançou uma red ale chamada Cerveja Feminista. Para encorajar as agências a discutir como as mulheres são retratadas na publicidade de cerveja e também a falta de mulheres no cargo de direção criativa no Brasil, o rótulo tinha o símbolo da igualdade de gêneros. As mulheres que criaram o rótulo também fundaram um grupo de ativismo chamado 65|10 – nome inspirado por dois fatores: 65% das brasileiras não se sentem representadas em anúncios; apenas 10% dos criativos das agências de publicidade no Brasil são mulheres.

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: MÃO NA MASSA

Nike

Marca esportiva cria um clube de experiência de esportes para mulheres

Em Agosto de 2015, a Nike lançou na Cidade do México um clube esportivo para mulheres (exclusivamente para aquelas que usam o app da marca, Nike+). O local oferece um guia para tamanhos de sutiã, tem treinadores, análise da pisada e sessões de ginástica. Cada mulher é encorajada por especialistas a passar por novos desafios e traçar objetivos, não importando seus níveis de habilidade ou de condicionamento físico. O design das paredes do clube é inspirado na arte mexicana, para mostrar a beleza e a intensidade das mulheres do país, e é assinado por artistas locais como Lourdes Villagomez e Paola Delfin. Para exaltar o poder feminino, o espaço é decorado com imagens de atletas mexicanas como Paola Longoria (jogadora de squash), 
Nayeli Rangel (futebolista), Jessamyn Saucedo (heptatleta), Alejandra Orozco and Paola Espinosa (mergulhadoras).

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: MÃO NA MASSA

Minha Melhor Semana

Clube de assinatura tem produtos que ajudam as mulheres no período menstrual

Criada em Maio de 2015, no Brasil, “Minha Melhor Semana” é um clube de assinaturas para o ciclo menstrual, com produtos para cuidados íntimos femininos (e chocolate!). A empresa envia uma caixa para o período menstrual da mulher antes que ele comece, para sua conveniência. As mulheres podem escolher o que querem receber, desde absorventes até sabonetes faciais, sempre acompanhados de lencinhos e chocolates. A empresa entende a dor das mulheres e diz oferecer a elas a chance de relaxar e não se preocupar durante estes dias tão duros.

 
INOVAÇÕES DE DESTAQUE: MÃO NA MASSA

Ladies Rock Camp

Evento empodera mulheres por meio da música

Em Julho de 2015, a cidade de Sorocaba, no Brasil, teve a primeira edição do Ladies Rock Camp, um programa de empoderamento de mulheres através de música. O evento é a versão “adulta” do Girls Rock Camp, que é um acampamento de férias onde as meninas aprendem a tocar instrumentos, criam bandas e fazem atividades ligadas à autoestima, desinibição e trabalho em grupo. No fim, as participantes fizeram uma apresentação musical (da música que compuseram) para amigos e família. O Ladies Rock Camp, para mulheres a partir de 21 anos, tem o mesmo objetivo da versão infantil: encorajar a colaboração entre mulheres, empoderar e promover a autoestima.

A SEGUIR

O empoderamento de mulheres vai impactar a arena do consumo – e também a sua marca!

A SEGUIR

Garotas no poder

Com a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho da América Latina, a renda delas também cresceu, o que levou a uma mudança no que elas desejam. Estas mulheres empoderadas não querem seguir os padrões europeus ou norte-americanos, mas reafirmar a sua própria identidade – o que, no campo do consumo, significa que a diversidade vai atrair mais do que os antigos padrões estéticos.

 
A SEGUIR

Uma olhada nos independentes

Muitas das inovações que listamos aqui são feitas por “grupos independentes” ou pequenas empresas, o que significa que há uma oportunidade para que as marcas atinjam estes grupos. Olhe os consumidores que rodeiam estas inovações e ajude-os a atingir seus objetivos. Voce também pode trabalhar junto a ONGs que já fazem um bom trabalho de (F)EMPOWERMENT. Veja a campanha da ONG Instituto Maria da Penha contra violência doméstica.

 
A SEGUIR

Mais que beleza

De um tempo para cá, vimos campanhas ressaltando a beleza feminina, e marcas falando sobre o empoderamento feminino por meio da aceitação de seus corpos, de sua beleza – ou tratando o empoderamento como a capacidade de ser "multitarefas", uma mulher que cuida da casa sozinha e ainda tem tempo para ser "diva", discurso que só reafirma antigos estereótipos (como a recente campanha da Bombril que gerou controvérsia no Brasil). É hora de dar um passo além. Que outros assuntos a sua marca pode abordar para empoderar mulheres?

 
A SEGUIR

Humor x Machismo

Você não precisa ser mal humorado ou ranzinza no seu marketing. Tentar não ferir os sentimentos das pessoas ou deixar de lado velhos estereótipos não acaba com o humor da sua mensagem. Você só precisa ser mais criativo. Topa? ;)

 
A SEGUIR

Campo aberto

O feminismo tem a ver com dar ESCOLHA para as mulheres – escolha para que elas sejam o que quiserem ser. O que quer que seja. É hora de as marcas oferecerem mais escolhas para as mulheres e consumidores em geral – em vez de se ater a uma imagem de marca, uma celebridade que os consumidores – e as mulheres – deveriam aspirar a ser. Cada vez mais consumidores esperam que as marcas os ajudem, os capacitem – capacitem a fazer algo e/ou a encontrar seu verdadeiro potencial. Hoje em dia a marca é muito mais um canal para ajudar os consumidores a atingir algo do que um ícone em si mesma.

 

“Aplaudimos campanhas que não retratam como ‘diferentes’ as atitudes que podem não ser mainstream. Por exemplo, imagens de um homem que lava louça e canta melodias mais ligadas a mulheres & campanhas que retratam atitudes que podem não ser convencionais como ‘diferentes’.”

Ana Laura Ramírez Ramos, da La Cabaretiza A.C., organização mexicana que criou a campanha contra a violência de gênero Las Publivíboras

Agora é com você!

Como as mulheres são representadas na comunicação da sua marca? Que produtos você pode criar para satisfazer as necessidades destas mulheres empoderadas? Como você vai contribuir com a igualdade de gêneros? Faça um brainstorming com estes assuntos na sua empresa e crie suas próprias inovações a partir deles. As latino-americanas vão amar você!